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Letramento: Que diabos é isso?


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      Após discutido o conceito de letramento(s) e visto que, este conceito se dá pela prática sóciocultural, as orientações das OCEM’s a respeito do ensino de língua extrangeira no nível médio, ressaltam, dentre outros aspectos, a importância de um ensino crítico e também baseado em contínuas análises do aprendiz pelo professor. A medida em que o aluno compreende o caráter dinâmico entre sistematicidade e mutabilidade que acontecem e variam conforme o contexto sociocultural, esse aprendizado, que não obstante, tornará mais significativo seu processo de aprendizagem.
            As propostas desenvolvidas pelo OCEM(Orientações Curriculares para o Ensino Médio), bem como os objetivos dos primeiros, segundos e terceiros anos do ensino médio, são bem distintas, tendo como objetivo secundário(ao de propriamente aprender falar uma nova língua) a capacitação do indivíduo à vivenciar e lidar com a experiência em uma nova cultura, seus aspectos regionais, etc.
       Tendo como leitura, comunicação oral e escrita, as habilidades fundamentais a serem desenvolvidas no ensino médio, as OCEM’s propõem que, ao longo destes anos a leitura deve ter continuidade, mas com perspectivas diferentes, ou seja, ser gradativa, de acordo com o nível de complexidade do assunto.
         Para uma possível solução à questão da insuficiência de leitura, percebido por meio de estudos em que, apontam esta ineficiência como reflexo da entrada de novas tecnologias de informação. O que também remete a reflexão de uma hipótese se, por acaso, não estaria assim, havendo um distanciamento entre idealizado(teoria) e realizado(prática). Paralelo a estas avaliações e investigações no campo do letramento e multiletramento, surgira a necessidade de se levar em conta os novos gêneroso textuais, tais como; hipertexto, e webstyle.
          Nesse caso, de considerarmos a leitura como letramento, (direcionada e planejada em virtude da realidade do aluno) possibilitará também não somente uma compreensão pelo aluno da língua, mas sim, uma macro reflexão sobre sua sociedade, ampliando também, sua visão de mundo.
         Leitura crítica e letramento crítico, recebem conceitos diferentes ao passo que uma se mostre mais eficaz que a outra, dependendo dos objetivos á serem alcançados. Se na leitura crítica, o que se busque seja o entendimento das intenções do autor, no letramento crítico as realidades, que são encaradas como múltiplas e por isso passíveis de contestação, são também entendidas (e por isso consideradas) as relações de poder, imanente da proposta textual trabalhada em sala.
        Como uma proposta de reformular a concepção de habilidade, a Comunicação Oral como Letramento propõe, devido às mudanças, um inventário de materiais, norteando sempre um caminho para o desenvolvimento pleno da continuidade da proposta de leitura para um desenvolvimento da comunicação oral. Logo, percebe se que, o pleno entendimento do tema, sob luz e compreensão da interferência causada pela diversidade do material utilizado(diálogos, costumes locais, etc), resulta consequentemente numa comunicação oral mais eficiente, em que pese a possibilidade de contextos de uso, explanação de aspectos linguístico, dentre outros fatores que facilitam tornando a prendizagem mais significativa.
         Sobre o material didático, nas OCEM’s são também discutidas as diretrizes no que concerne a uma melhor eficiência do uso do material didático, sendo este, entendido como um elemento de mediação e que por isso, sofre um processo de ‘’apagamento’’, tendo vista sua passagem de instrumento a objeto. Ressalta Orlandi,(1987:22), que[...] não basta saber o material didático, mas sim, saber manipular o mesmo, pois nem manual nem método deve ser considerado como um fim, mas sim, um meio, para que se alcançe algo ainda maior[...]’’

         Dessa forma, entende se letramento como a união que surge entre tema e diversidade resultando assim numa comunicação oral que sucite formulações de perguntas e respostas, sem deixar de lado os tempos verbais, níveis de formalidade que, não somente gramática mas que também, leve em conta aspectos culturais na utilização da língua.

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